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O Silmarillion
Se "O Senhor dos Anéis" pode ser considerado o grande encerramento
da mitologia tolkieniana, "O Silmarillion" é o começo, em todos
os sentidos: seja em termos da vida do autor (Tolkien iniciou
sua composição por volta de 1917, quando servia o exército inglês
na Primeira Guerra Mundial), seja dentro do "tempo mitológico"
(já que "O Silmarillion" relata as mais antigas histórias da Terra-média,
desde a criação do mundo).
Contudo,
apesar de ter revisado e refinado com precisão milimétrica quase
todas as narrativas de "O Silmarillion", Tolkien jamais conseguiu
terminá-lo em vida. Quando de sua morte em 1973, seu filho Christopher
decidiu editar o material deixado por seu pai de maneira que pudesse
ser publicado, tendo sempre em vista o máximo de coerência interna
e integração com "O Senhor dos Anéis". Christopher Tolkien publicou
o livro em 1977.
Por
indicação do próprio Tolkien, "O Silmarillion" reúne, na verdade,
diversos textos. O primeiro deles é o Ainulindalë ("A Música dos
Ainur"), a narrativa da Criação do Mundo por Eru Ilúvatar, o Criador,
e os Ainur, criaturas angélicas. Depois, temos o Valaquenta ("Relato
dos Valar"), que descreve a natureza e as funções dos Valar, os
Ainur que desceram ao mundo criado para organizá-lo e governá-lo
em nome de Eru. A seguir, temos o Quenta Silmarillion ("A História
das Silmarils"), o núcleo do livro. Nele é relatada a origem de
elfos e homens, a criação das Silmarils, jóias sagradas feitas
por Fëanor, o maior artífice dos elfos, e a luta dele e de seu
povo contra Morgoth, o mais poderoso dos Valar, que se rebelou
contra Eru, tornou-se uma criatura demoníaca e roubou as Silmarils.
"O Silmarillion" inclui também o "Akallabêth" (A Queda de Númenor)
e "Dos Anéis de Poder e da Terceira Era".
"O
Silmarillion" foi publicado no Brasil pela editora Martins Fontes.
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