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Roverandom
Durante as férias de 1925, enquanto o Professor Tolkien e sua família estavam em Filey, uma
cidade costeira da Inglaterra que ainda hoje fica cheia de veranistas, o pequeno Michael Tolkien,
então com 5 anos, perdeu na praia seu brinquedo predileto: um cachorrinho malhado de chumbo,
pintado em branco e preto. Para consolar o garoto, Tolkien inventou uma história que explicava o
desaparecimento do brinquedo.
Nascia assim Roverandom, um conto infantil que narra as aventuras (e desventuras) do
cachorrinho encrenqueiro Rover, que teve a ousadia de morder um mago! Transformado por ele em um brinquedo
de chumbo, Rover percorre um longo caminho, que o leva à lua e ao fundo do mar, para poder voltar a seu tamanho
normal e ser novamente de carne e osso.
Recheado de referências históricas, mitológicas e referentes a outros autores, Tolkien discorre
sobre aspectos humanos importantes como amizade, perseverância e humildade. Ao longo da história também são
encontrados vários trocadilhos (Tolkien realmente gostava deles - Roverandom é um exemplo: signica
"explorador aleatório" - "rover" + "random", numa clara referência às aventuras involuntárias do personagem principal);
e mesmo citações à sua própria obra, ainda embrionária, na figura dos Elfos e do Continente Escondido de Aman, a morada dos Valar.
Publicado no Brasil pela Martins Fontes Editora, no final de 2002, Roverandom é considerado
hoje um dos trabalhos do Professor Tolkien que contribuiram para o desenvolvimento de sua magnífica
obra literária.
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