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Projeto "Entebate"

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No legendário tolkieniano, o Entebate era o único tipo de reunião formal dos Ents, os "pastores de árvores" habitantes da floresta de Fangorn. Nestes encontros os Ents falam em sua própria língua, o Entês, que Barbárvore define como "... uma língua adorável, mas leva muito tempo para se dizer qualquer coisa nela, porque não dizemos nada nela a não ser que valha a pena gastar um longo tempo para dizer, e para escutar" (SdA:487). Nossa versão do Entebate segue a mesma premissa.

Na vida real, os ensaios e palestras de Tolkien sobre a literatura fantástica resgataram esse gênero literário da repulsa do meio acadêmico. Entre suas palestras mais importantes estão On Fairy Stories (1939), onde ele analisa o que é uma “história de fadas” (ao contrário de “contos de fadas”) e seu valor literário, tanto para jovens quanto para adultos; e Beowulf: The Monsters and the Critics (1936), onde o poema épico anglo-saxão Beowulf (que representa 10% do corpus do anglo-saxão) tem seu valor reconhecido por Tolkien em seu conteúdo literário, ao contrário do meio acadêmico que depreciava as lutas “infantis” contra os monstros em favor das guerras tribais. Tolkien argumentou que os monstros eram cruciais para a história, que lidava com o destino humano em geral, não se limitando apenas a políticas tribais.

É dito que Beowulf não mais seria estudado no século XX, exceto por seu valor lingüístico, caso Tolkien não tivesse palestrado e escrito sobre poema.

Em todo mundo, a vida e a obra de J.R.R. Tolkien são estudados formalmente em diversos cursos universitários da Inglaterra, EUA e, mais recentemente, na Nova Zelândia. Nesses países existem periódicos acadêmicos que há mais de 15 anos publicam ensaios e estudos sobre o legendário tolkieniano, incluindo assuntos como lingüística, cultura, geografia, história, teologia, entre outros.

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