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Projeto
"Casa de Vairë" - Mar Vanwa Tyaliéva
A. Descrição:
"Casa de Vairë" será o nome de um Grupo Interno a ser criado
em cada Toca, com o objetivo de simplesmente reunir pessoas para
contar e ouvir histórias relacionadas ao universo Tolkieniano.
Cada Grupo "Casa de Vairë" será designado pelo nome da Toca a que
está subordinado: "CV Toca-SP", "CV Toca-PR" etc...
Cada CV será formada por pelo menos 4 membros da Toca em questão,
que gostem de ouvir e contar histórias; os membros se reunirão
informalmente e com periodicidade variável, dependente da
disponibilidade dos inscritos, para que as pessoas tenham a
oportunidade de contar e ouvir histórias relacionadas a Tolkien.
As CVs serão subordinadas à Diretoria Cultural (ou ao Thain) de
cada Toca, e todas as CVs subordinadas à Diretoria Cultural do
Conselho Branco. Sugere-se que os 4 primeiros membros de cada Casa
de Vairë elejam um Coordenador para ser o contato com o CB. Esse
Coordenador pode, ou não, ser o Diretor Cultural da Toca.
Os membros dos CVs que se inscreverem como "contadores de
histórias" poderão criar uma camiseta com cor, dizeres e
ilustração características, que os distinguirá. Todos os membros
das Tocas serão bem-vindos a comparecer às Reuniões para ouvir
histórias, comentá-las e sugerir outras para o Repertório,
enriquecendo as Reuniões.
Quando um Grupo "CV" estiver formado e seguro, poderá iniciar,
além das Reuniões informais, Encontros com a Comunidade, nos quais
serão contadas as histórias do Repertório a crianças, jovens e
idosos em Instituições, Bibliotecas, Colégios etc.
B. Objetivos:
Os objetivos principais do Conselho Branco ao criar os Grupos
"Casa de Vairë" são: em primeiro lugar, estimular a leitura e a
divulgação das obras de Tolkien e o acesso a trabalhos de ficção
relacionados a ela: outras obras de fantasia, épicos e textos de
várias Mitologias. Em segundo lugar, estimular a prática das
pessoas se reunirem para ouvir e contar histórias, prática essa
que forjou a civilização humana e que está sendo atualmente
esquecida, com o isolamento das pessoas frente às TVs e
computadores, e à desvalorização da palavra escrita.
Do Nome: O nome "Casa de Vairë" foi escolhido pela citação nos
dois volumes do Book of Lost Tales: nessa obra conta-se que, em
Tol Eressëa, o casal de elfos Lindo e Vairë construíram Mar Vanwa
Tyaliéva, chamada Cottage of Lost Play, o "Chalé das Brincadeiras
Esquecidas", uma casa em que várias crianças se abrigavam, onde os
viajantes eram bem-vindos, e onde três toques de um gongo chamavam
as pessoas, à noite, para se reunirem na Sala da Lareira e ouvir
histórias. É bom lembrar que o costume de ouvir e contar histórias
está presente em todas as obras de Tolkien, e sua importância é
reconhecida por Elfos, Anões, Hobbits e Homens dentro da ficção
Tolkieniana.
C. Desenvolvimento do Projeto:
Etapa 1: A Diretoria Cultural do CB criará um "Repertório"
inicial, uma lista de histórias mais ou menos curtas, pinçadas da
obra de Tolkien e de varais mitologias, adequadas à narrativa oral
e a várias faixas etárias ouvintes. Será criado também um texto
preliminar de "Dicas para Contação de Histórias", para dar uma
base àqueles que desejem se aprofundar na prática da narrativa
oral.
Etapa 2: O Repertório será disponibilizado para todas as
Tocas, e, com o passar do tempo, deverá ser enriquecido por novos
contos, poemas e mitos escolhidos, pesquisados ou escritos pelos
membros do CB.
Etapa 3: Os membros de cada Toca, que se interessarem por
este projeto, deverão organizar uma Lista Básica da CV, em que os
membros deverão ser listados como "Contadores" ou "Ouvintes". O
ideal é esta lista ser encaminhada pela direção da Toca à Direção
Cultural do Conselho Branco, para posterior inclusão no site.
Quando houver, no mínimo, 4 membros "contadores" inscritos, a DC
do CB encaminhará ao Coordenador do Grupo o "Repertório" inicial,
e os textos de "Dicas sobre Contação de Histórias", para ajudar os
Contadores a adquirir cada vez mais traquejo em seu desempenho. É
importante lembrar, contudo, que para se tornar um Contador de
Histórias nada é necessário, a não ser conhecer uma história
interessante e ter vontade de contá-la aos amigos. Atributos como
boa dicção, desenvoltura diante de um público, postura etc. podem
ajudar, mas não são pré-requisitos indispensáveis.
Etapa 4: Os Grupos "Casa de Vairë" criados começarão a se
reunir informalmente, para contar as histórias que desejarem,
propor outras e comentar os trabalhos. Sugere-se que seja feito um
registro, uma mini-ata, de cada Reunião e das histórias que forem
contadas na ocasião. Quando surgirem, nas Reuniões, histórias que
ainda não fazem parte do Repertório, a Diretoria Cultural pede que
elas sejam redigidas ou resumidas e enviadas para ampliar o
Repertório Geral do Conselho Branco.
Etapa 5: Quando cada Grupo CV se sentir seguro e pronto,
poderá começar os Encontros com a Comunidade, marcando visitas a
Livrarias, Colégios, Bibliotecas, Hospitais, Orfanatos, Asilos de
Idosos etc. para contar histórias selecionadas de acordo com a
faixa etária e características dos ouvintes. Tais Encontros também
deverão ser registrados para comunicação ao CB. Eles não são,
porém, obrigatórios: cada Casa de Vairë pode optar por
realizá-los, ou não.
D. Do Repertório:
Podem fazer parte do Repertório das "Casas de Vairë":
a) Categoria A: Contos, com começo-meio-fim, retirados das obras
de Tolkien.
b) Categoria B: Mitos mundiais que tenham afinidade com as
histórias Tolkienianas
c) Categoria C: Contos e Poemas originais, escritos pelos membros
do CB, ligados ao universo Tolkieniano. Estes devem ser inscritos
por seus Autores.
Cada uma dessas "Histórias", em cada Categoria, será designada por
um Nome reconhecível por todos (Por ex.: "A História de Beren e
Lúthien"; "Três Trolls, Treze Anões e um Hobbit"... etc.). Contos
e poemas originais serão designados pelo nome do texto seguido
pelo nick e nome do Autor. Todas conterão também uma classificação
por Faixa: Faixa 1, Faixa 2... até Faixa 5. Essa classificação
será feita de acordo com a faixa etária ouvinte:
1. Contos adequados a crianças pequenas (0 a 6 anos)
2. Contos adequados a crianças e pré-adolescentes (7 a 11 anos)
3. Contos adequados a jovens e adultos (12 anos em diante)
4. Contos adequados apenas a adultos
5. Contos adequados a todas as idades
Cada classificação
será sugerida pelo membro que inscrever cada história no
Repertório e será aprovada, ou modificada, pelos membros da
Diretoria do CB.
E. Dos Encontros com a Comunidade:
Quando se marcarem Encontros com a Comunidade, um Coordenador de
cada Casa de Vairë ficará encarregado dos contatos com a
Instituição em questão, e da convocação dos membros do grupo que
participarão do evento.
Datas e horários deverão ser informados à Diretoria Cultural do CB
para registro.
Um membro da CV deverá fazer pequeno relatório após a realização
do evento, contendo: data, local, instituições envolvidas,
enumeração do público presente, lista de histórias contadas, nomes
dos membros participantes, descrição geral do evento.
Os relatórios deverão ser enviados para a Diretoria Cultural do
CB.
Lembramos que, ao se marcar um Encontro com a Comunidade, a
escolha das histórias a serem contadas deve levar em conta não
apenas a faixa etária dos ouvintes, mas também suas
características. Por ex., certas comunidades religiosas não
aprovam histórias sobre seres fantásticos (elfos, orcs, magos) ou
entidades de origem divina-angélica (Eru e os Valar); outras
rejeitarão o incesto existente, por ex., na saga de Túrin Turambar...
Usemos de bom senso e evitemos problemas.
NOTA IMPORTANTE: os objetivos e realizações das Casas de
Vairë deverão sempre estar de acordo com a política geral do
Conselho Branco. Desejamos ampliar o conhecimento das obras de
Tolkien e estimular em nosso país a leitura, além da prática de se
ouvir e contar histórias. Não realizaremos eventos que envolvam
remuneração ou comercialização de produtos. Se houver doações ou
outras prestações de contas às Instituições envolvidas, elas
deverão ser desvinculadas do Encontro em si. Todos os membros das
CVs devem estar cientes de que realizam trabalho voluntário e de
que o engajamento nas CVs, assim como no Conselho Branco, não está
ligado a crenças políticas, religiosas ou qualquer vinculação ao
comércio.
Somos apenas pessoas que gostam de ler e de contar aos outros
as coisas legais que lemos. |
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