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Artes
Luinwen "Olhos de Safira"
Por Eder "Turwenya" Pereira
Estava a bela dama com caravana a
viajar,
quando por obra do acaso se perdeu.
Por muito tempo a dama eldalië pôs-se a preocupar,
mas grande história se sucedeu.
Um dos Durin por não ter paciência em andar,
começou a correr
Ao passar pela dama viu uma beleza de encantar;
e outra que nunca poderia ter.
Luinwen " Olhos de Safira" iniciou o gargalhar,
pois nunca em vida tinha visto tal criatura.
Ele disse à dama que pelas cercanias estava a reinar.
Seria? Em trajos sujos, barba desgrenhada, hálito sulfuroso e sem
altura?
O Rei Anão não teve outra reação a não ser se zangar.
De dama com cabelos de neve e olhos azuis o maldizer.
Em sua eloqüente glória, artimanhas de bravura, pôs-se a gavar.
Tal ato infame sem resposta não poderia ser.
Sou Durin! O que sempre volta com poder!
E quem és tu? De olhos preciosos e de fala feia?
Que com brilho de safira faz minha raiva conter,
Como vaga-lume preso por aranha em teia.
Luinwen! "Olhos de Safira", pelos Valar amada!
Perdi-me de minha caravana e comecei a vagar.
E de muita verdade sempre fui dotada.
Camponês, comerciante, anão ou elfo, nunca me impediram de falar.
Então, em tua presença não hei de perder,
pois orcs, dragões e bruxos venci com coragem no peito.
Rei que todos nunca irão de esquecer,
de tratar com devido respeito.
Cabeça oca, hálito de dragão, barba de musgo com insetos a bailar.
Não há como esconder as evidências.
É por temor que seus servos não querem confessar,
já que te aturam até as flatulências.
De todas as ofenças essa era a pior para se aceitar.
Luinwen acabou sendo traída pelo encanto que a protegia
Num misto de fúria e atração Durin estava a desembainhar,
a adaga que roubaria o azul, deixando-lhe em agonia.
Os olhos dama se transformaram em lindas pedras.
O Rei Anão voltou ao palácio para os súditos comover.
As jóias mais caras seriam estas,
que ninguém de suas mãos poderia remover.
Preço justo havia sido pago.
O prêmio pelas injúrias na beleza há de cumprir.
Afim de comemorar de cada barril de cerveja tomou um trago.
Cansado deitou. Todavia muito estava por vir.
Da agonia pelos Valar, Luinwen foi curada.
Em seus olhos novo encanto estava a brilhar.
Da visão das Terras Imortais viu-se dotada.
Com isso foi em direção ao palácio para os olhos recuperar.
Passou por todos despercebida,
direto das mãos do rei esteve a realizar.
Colocou-os no lugar onde estiveram toda a vida.
E mais uma vez em frente do rei pôs-se a gargalhar.
Dias sem conta esteve Durin a procurar.
Em algum lugar devia tê-las perdido.
Ordenou aos anões que começassem a cavar.
Por gerações nada foi encontrado, a não ser o mais terrível
alarido.
Esta canção foi encontrada por Gimli e Legolas quando estes, no
final da Guerra do Anel, andaram por toda a Terra-Média e
visitaram Moria. Gimli quis rasgar a canção, pois alegava ser de
mau presságio e de zombaria para com seu povo. Já Legolas, conteve
o amigo, quando criança, seu pai lhe contava a história das
façanhas de Luinwen, uma das figuras notórias dos elfos cinzentos.
Ele se lembrava de todas, pois eram suas favoritas, todas
envolviam situações em que ela dizia a verdade, sem se importar
com o sentimento alheio, o que na maioria das vezes, poderia ser
retratado em situações cômicas, trágicas ou ambas. Ele guardou a
canção, fazendo uma tradução para o Sindarim. Quando sua jornada
terminou, partiu com seu amigo para as Terras Imortais, e logo
procurou por Luinwen, entregou-lhe a canção, mais uma vez a dama
pôs-se a rir do Rei Anão.
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