Gondor – O Reino dos Dúnedain do
Sul - Parte 1
Por Roger "Daeron" Lee
Quando Sauron julgou que o seu poder
estava completo, atacou Minas Ithil, conquistou-a e destruiu a
árvore branca que Isildur tinha lá plantado, mas este salvou-se
com a mulher e os filhos, fugindo de barco pelo Anduin a baixo, à
procura do seu pai, e levando também com ele o último rebento da
árvore branca. Entretanto Anárion conseguiu defender Osgiliath das
forças de Sauron, e repeli-las para as montanhas, mas novas forças
foram reunidas pelo servo de Morgoth, e o filho de Elendil
percebeu que se não recebesse ajuda, Gondor não iria resistir por
muito tempo.
Elendil e Gil-Galad conferenciaram juntos, e perceberam que Sauron
estava a tornar-se demasiado forte, e sendo assim, constituíram a
Última Aliança. Esta era constituída pelos exilados Númenorianos e
pelos Elfos que ainda viviam na Terra Média. Este exército parou
por um tempo em Imladris (Rivendell), e diz-se que foi o mais belo
e mais esplêndido em armamento do que qualquer outro que se viu a
seguir a este acontecimento, e nenhum maior tinha sido reunido
desde a Guerra da Ira, em que as hostes dos Valar marcharam contra
Angband.
De Imladris atravessaram as Montanhas Nebulosas e marcharam pelo
Anduin abaixo, e finalmente a batalha desenrolou-se na planície de
Dagorlad, às portas de Mordor (não à Morannon pois esta ainda não
existia, mas na planície à sua frente). Todas as raças foram
dividas nesta batalha, e podia-se encontrar qualquer espécie a
lutar, até de animais e aves foram encontrados em cada exército.
Apenas os elfos não se dividiram e todos combateram do lado de
Gil-Galad. Doa Anões, poucos combateram, mas a família de Dúrin,
de Mória combateu contra Sauron.
O exército de Gil-Galad e Elendil obteve a vitória pois a força
dos Elfos era ainda grande, e os Númenorianos eram fortes, altos e
terríveis na sua ira. A Aeglos, a lança de Gil-Galad e a Narsil, a
espada de Elendil, ninguém sobrevivia.
Após esta vitória, as forças da luz entraram em Mordor e cercaram
Barad-dûr, e este cerco durou 7 anos, em que durante este tempo,
sofreram pesadas baixas, devido aos fogos, os dardos e das setas
do inimigo. Foi aí que Anárion foi morto por uma pedra lançada da
Torre Negra e que o esmagou. O cerco tornou-se tão rigoroso que o
próprio Sauron saiu finalmente para a luta, e combateu contra
Elendil e Gil-Galad. Ambos foram mortos, e a espada de Narsil
quebrou-se quando o seu dono caiu sobre ela, mas Isildur com os
copos da espada do pai conseguiu cortar o anel dominante da mão de
Sauron. Então, este foi vencido e abandonou o seu corpo, e o seu
espírito fugiu para muito longe, sem se manifestar durante muito
tempo.

Mapa da Última Aliança
Assim começou a 3ª Era do Sol. Os
servidores de Sauron foram destruídos ou fugiram; Barad-dûr foi
arrasada, mas os seus alicerces continuavam lá; foi feita uma
guarda para Mordor, construindo a Porta Negra de Mordor, param
evitar que algum mal de lá saísse, mas ninguém lá permaneceu muito
tempo, e após a Peste Negra, em que foi abandonada, Sauron lá a
fortificou e passou a ser uma vigilância para quem quisesse entrar
em Mordor.
O mal estava condenado a voltar, pois o Um Anel não tinha sido
destruído. Mesmo após Elrond e Círdan aconselharem Isildur a
destruiu o Anel na Montanhas de Fogo, ele preferiu ficar com ele,
pois disse:
- Com isto fico, como compensação pela morte do meu pai e do meu
irmão. Não fui eu que desferi ao inimigo o golpe mortal?
Isildur voltou a Gondor, e aí recebeu a Elendilmir como rei de
Arnor. Permaneceu um ano em Gondor a organizar estas terras e
plantou a árvore branca em Minas Anor, em memória do seu irmão,
mas a maior parte do exército de Arnor regressou à sua terra.
Quando se sentiu preparado para regressar a Imladris, onde tinha
deixado a sua mulher e o seu filho, confiou o reino do sul a
Meneldil, filho de Anárion, e marchou para Norte a partir de
Osgiliath, abandonando assim Gondor, para nunca mais lá voltar.
Tinha decidido que ficaria com o reino de Arnor, para poder estar
longe de Mordor.
Ao definir as fronteiras de todas as terras que Gondor
reivindicava, construiu o túmulo de Elendil no alto do monte
Eilenaer, depois chamado Amon Annar, “Monte do Temor”. Ficava
perto do centro das terras de Gondor, e passou a ser um santuário
onde só podia ir o rei e aqueles que ele trouxesse consigo.
Isildur deu a Meneldil o conselho que o rei deveria visitar o
santuário, especialmente quando sentisse necessidade de sabedoria,
em tempos de perigo ou angústia; e também lá deveria levar o seu
herdeiro, quando atingisse a idade adulta, falar-lhe da construção
do santuário e revelar-lhe os segredos do reino. E Meneldil seguiu
o conselho de Isildur.
Isildur também escreveu um pergaminho, em que contava tudo o que
tinha descoberto sobre o Um Anel; pois achava importante que
ficasse um registo em Gondor, onde também viviam os herdeiros de
Elendil, não fosse chegar um tempo em que a memória desse assunto
fosse importante: e foi esse pergaminho que fez Gandalf ter a
certeza que o anel de Frodo era na verdade o Um.
Com Isildur iam os seus três filhos, e a sua guarda de duzentos
cavaleiros e soldados. Quando chegaram aos Campos de Íris
aconteceu o impensável: foram atacados por um grupo de Orcs. Quase
todos os Dúnedain morreram, pois apenas três sobreviveram, e um
destes era Othar, escudeiro de Isildur que fugiu por ordem deste
com os restos de Narsil. Isildur conseguiu fugir graças ao Anel,
mas foi atraiçoado por este e morto pelos orcs.
Assim chegou Narsil às mãos de Valandil, último filho vivo de
Isildur que tinha estado em Imladris (Elendur, Aratan e Cityon,
irmãos de Valandil, tinham sido mortos do desastre dos Campos de
Íris. |
 |